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17 de julho de 2018

Incerteza eleitoral e déficit fiscal pressionam a desvalorização do real em 2018


Problemas domésticos potencializam a perda de valor da moeda brasileira frente ao dólar

Com o término da Copa do Mundo de 2018, o Brasil direciona sua atenção para o grande evento nacional do segundo semestre: as eleições. A principal característica do pleito deste ano é o alto grau de incerteza sobre os candidatos e suas plataformas políticas, o que lembra, de alguma forma, o quadro eleitoral de 2002.

Naquela ocasião, o candidato vitorioso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha uma postura econômica contrária às medidas tomadas anteriormente, como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso, houve uma rápida desvalorização cambial em função da desconfiança do mercado em relação à política econômica que seria adotada. A média da cotação do dólar em outubro de 2002 foi de R$ 3,80, em termos nominais, chegando a atingir R$ 3,95 nas operações diárias.

Hoje, o real, assim como diversas moedas de outros países, segue uma tendência de desvalorização em relação ao dólar. Contudo, por causa do tamanho do déficit do orçamento e da falta de perspectiva para solucionar esse problema, além da fragilidade do governo atual e de incertezas a respeito das eleições, a perda de valor da moeda brasileira foi potencializada. Com o câmbio ao redor de R$ 3,90, a cotação está próxima, em termos nominais, da registrada há 16 anos.

A economia brasileira está inegavelmente mais desenvolvida e segura do que há 16 anos. Por isso, o câmbio, em termos reais, não está como visto em 2002. De qualquer forma, a tendência é que a desvalorização do real continue em função da gravidade da situação fiscal e da alta dos juros nos Estados Unidos, o que faz com que investidores migrem suas aplicações em economias emergentes para títulos americanos.

Portanto, serão mais três meses de incertezas até as eleições, com o câmbio pressionado. Em caso de vitória de um candidato avesso a reformas, o real pode seguir se desvalorizando. Essa tendência deve ser revertida se o País eleger um presidente comprometido com os ajustes e as reformas necessárias. Confira a matéria completa aqui.

 

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